Wednesday, June 07, 2006

Delirios...

A flor que és, não a que dás, eu quero.
Porque me negas o que te não peço.
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro
A mão da infausta esfinge, tu perene
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.

Ricardo Reis

2 Comments:

At 3:37 pm, Anonymous Anonymous said...

Chorei em Veneza,
Perdi em Manhatan,
Cresci em Habana,
Fui um pária em Paris,
México atormenta-me,
Buenos Aires mata-me,
Mas há sempre um combóio que me leva até ti...
(livremente adaptado de Sabina)

 
At 12:17 pm, Anonymous Anonymous said...

Se eu fosse flor,
Que não espinho,
Todo a ti eu me daria.
Assim apenas me afasto,
Pois se tocar no teu corpo,
É tua alma que sangra.
Sangue que não se vê,
Pois o sangue alvo da alma,
Não turva a tua pele clara,
Apenas teus olhos castanhos.

 

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